Os convidados do Brasil
Rolando Boldrin, como Alvarenga, fazia a dupla com o Ranchinho, no seu programa Som Brasil, da TV Globo, 1981.
Foto: Acervo Pessoal (DR)

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Som Brasil

O projeto musical teve início em 1981, na Rede Globo, com o “Som Brasil”. Bem que poderia ter nascido exatamente onde hoje ele, Sr.Brasil, se “aninha” com sucesso.

“Um causinho”

Em 1980, a TV Cultura convidou-me para apresentar um programa “sertanejo”, pois que a minha fama de “Cantadô” rodava por aí por conta de alguns discos gravados com modas “caipiras” e canções antológicas. A proposta da Cultura com o novo programa era a de concentrar suas atrações no universo único da “Viola”, através das centenas de duplas “sertanejas” existentes no mercado fonográfico, com uma música de grande apelo comercial desde sempre.

Justifiquei a recusa ao honroso convite, usando como argumento a amplitude do meu projeto musical, que era exatamente o contrário do “histórico” “Viola minha Viola” (sucesso há 27 anos). O “Som Brasil”, que eu havia criado para oferecer a uma Emissora de TV, tinha como o próprio título induz a pensar a idéia de um grande mapeamento musical e cultural, devido à grande diversidade dos ritmos e músicas do país. E ainda, minha recusa baseava-se no fato de considerar-me apenas um ator. Um contador de histórias. Nunca um apresentador.

Aproveitando a “dêxa” daquele convite, sugeri para o meu lugar, nessa empreitada de apresentador do “Viola minha viola”, da TV Cultura, dois artistas pelos quais tinha e tenho o maior apreço e profunda admiração: Inezita Barroso e o saudoso radialista Moraes Sarmento.